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Familia

FAMILIA

 

Introdução:- Falar sobre família é no mínimo incomodar pessoas em sua zona de conforto numa época em que valores tem se perdido, invertido ou relativizado.

 

Origem

É de extrema importância o entendimento sobre o criacionismo e sua aceitação.

 

– Éden:- tem como significado o deleite/paraíso. Traduz o desejo de harmonia, prazer, comunhão.

 

Criação homem – (presença trindade) pela palavra

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. Gn. 1:26

            – criado reto

Eis aqui, o que tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias. Ecl. 7:29

            – pecado

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Rm. 3:23

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Rm. 6:23

            – propósito povoar

Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR e não há outro. Is. 45:18

E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. Gn. 1:28

– ordem – necessidade de obediência

9  E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

16  E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,

17  Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gn. 2:9, 16 e 17

 

Criação Mulher – Demonstra que Deus vê, conhece e supre todas as necessidades do homem

E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. Gn. 2:18

 

            1. Prepara o jardim

            2. prepara o trabalho para que depois o homem tenha sono  e seja presenteado (assim são as situações da vida)

 

Macho e fêmea foram criados, Deus rejeita o homossexualismo – foram criados a imagem e semelhança de Deus.

26  Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.

27  E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. Rm. 1:26 e 27

 

O casamento é, portanto mais que um contrato jurídico/social, é uma relação afetiva e sexual estável entre um homem e uma mulher, vontade soberana de Deus.

 

Objetivo

         – Companheirismo

22  Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do SENHOR. PV. 18:22

 

         – Procriação

28  E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. Gn. 1:28

 

         – Educação filhos

5  Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.

6  E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;

7  E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Gn. 6:5-7

 

"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele."  (Provérbios 22 : 6)

 

Bases

         – Finanças (não é pecado ter dinheiro, pecado é amá-lo)

Planejamento, consumismo, dízimos e ofertas (mordomia cristã) precisamos entender e ensinar que somos apenas mordomos do Senhor

 

         – Intimidade – sexo é dever de ambos

 

         – Modernidade – TV, internet, falta de diálogo, desrespeito a estrutura hierárquica

 

– Adoração – Devemos buscar a cada dia restaurar as características do Édem, comunhão diária com Deus

 

Cuidado, os ataques a família tem efeito dominó

 

Verificar o Salmo 128

         – Feliz (bem aventurado)

         – Temor

         – andar nos caminhos

         – trabalho

         – formas de devoção – culto doméstico, devocional, cânticos e valorização da igreja local.

 

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Esvaziando do velho e enchendo do novo

 

ESVAZIANDO DO VELHO, ENCHENDO DO NOVO

 

Lc. 5:34-38

34- Respondeu Jesus: podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?

35- Dias virão, porém em que o noivo lhes será tirado, e então, naqueles dias, jejuarão.

36- Disse-lhes esta palavra: Ninguém tira um pedaço de uma veste nova e o costura numa veste velha. Se fizer isso, romperá a nova e o remendo não condiz com a velha.

37- E ninguém poe vinho novo em odres velhos. Se fizer isso, o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão.

38- Mas o vinho novo deve ser colocado em odres novos, e ambos juntamente se conservam.

 

Jejum – comparado a ausência do mestre

 

Deserto – tempo de preparo, tempo de Deus fazer

 

O deserto gera a sensação de que a oração não é ouvida, a presença de Deus parece ter se esvaído.

 

ODRES = bolsas ou garrafas feitas de couro de ovelha.

         – Quando utilizados da 1ª vez tem a consistência flexível e maleável.

         – Após algum tempo o clima absorvia toda a umidade, deixando o odre rígido e quebradiço.

 

PROCESSO PARA REUTILIZAR – Colocava-se o odre na água por vários dias, depois era escovado com óleo de oliva para buscar a flexibilidade e maleabilidade outra vez.

 

POR QUE? Gerar Frustração? Maldade? deixar na prateleira? com certeza não!!

 

PARA QUE? O tempo de deserto provoca:-

         – desejo de conhecê-lo

         – Vontade de sair da zona de conforto

         – abandono da religiosidade, fórmulas e tradições

 

Jr. 29:12, 13

12- Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei.

13- Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o coração.

 

Heb.11:6

Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

                              

APLICAÇÃO/FECHAMANETO

 

1º – Não se coloca vinho novo em odre velho

– primeiro temos que ser esvaziados do velho

 

2º – Depois de esvaziados

         – Teremos de sair da zona de conforto

         – Permitir o “jejum” ou “deserto”

         – Permanecer vazio por um período – este período servirá para tratamento de desejo do vinho novo.

Bem aventurado os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos. Mt. 5:6

 

Ditado popular:- Barriga cheia goiaba tem bicho.

 

Quando estamos cheio de vinho velho, não queremos beber do novo

 

E ninguém tendo bebido o vinho velho, prefere o novo, pois diz: O velho é melhor. Lc. 5:39

 

 

 

 

Mas…..

Quando nos esvaziamos e permitimos ser tratados (água e óleo), ai falamos como Davi falou

 

Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti, em uma terra seca e cansada, onde não há água.

Contemplei-te no teu santuário, e vi o teu poder e a tua glória. Sl. 63:1,2

 

 

 

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Se eu não for ou não fizer

SE EU NÃO FOR OU NÃO FIZER!

 

A maior comissão dado pelo mestre Jesus foi a de que fossemos e pregássemos o evangelho. No entanto devido a desvios doutrinários, interpretações errôneas e até mesmo a falta de conhecimento das escrituras muitos tem pecado pela omissão na missão.

Discípulos geram discípulos, ovelhas geram ovelhas. Sobre isto a bíblia relata que não podemos colher uvas dos abrolhos, cada árvore deve dar o seu fruto.

É impressionante ver como a apatia tem impregnado pessoas que deveriam estar cumprindo o “IDE” e no entanto encontram-se letárgicos. Paulo escreve a Timóteo que “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.”  (II Timóteo 2 : 4)

Tenho a impressão de que há pessoas que se julgam mais importante que a missão a nós confiada, faço esse comentário uma vez que tudo na vida destas pessoas tem prioridade menos as coisas relativas ao evangelho. Há tempo para tudo e todos, menos para cultuar, evangelizar, freqüentar escola dominical, dispor-se em diferentes áreas dentro da instituição a que pertence. O comprometimento tem sido baixo, enquanto poucos fazem muito, muitos fazem quase nada. Parece que não sentem o dever de fazer, quando a ordem não vem de homens e sim do mestre, ainda que a bíblia relata que devemos obedecer aos nossos pastores.

Encontramos inúmeras situações que afastam as pessoas do cumprimento da missão, dentre elas podemos citar namoro, trabalho, doenças, insatisfação, lazer, desentendimentos e muitos outros motivos. Quando nos encontramos em uma destas formas citadas, afastamos, entregamos a responsabilidade ou até mesmo paramos de andar nos caminhos do Senhor, parece que nos voltamos contra o Senhor, como se pudéssemos vencer ou conseguir o que queremos agindo de tal forma. Acontece que a bíblia afirma que  “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado;” 18  Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. (Habacuque 3 : 17)

Na maioria das vezes tomamos atitudes, agimos por conta própria e quando as conseqüências vêem transferimos a responsabilidade para o Senhor, ainda que nem sempre isto é feito de forma consciente. Veja o exemplo de Judas Iscariotes, agiu de forma a permitir que satanás entrasse no seu coração e lembre de como foi o fim (Atos 1 15-26). A bíblia declara que “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”  (Gálatas 6 : 7)

Sendo assim é importante que entendamos o papel que temos de desempenhar a partir da incumbência  nós atribuída, cuidar para que não sejamos pegos pela palavra que relata: “Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim”. Sl. 42:7.

Coisas pequenas somadas tornam-se coisas grandes, lembrando que pecado é pecado, não existe pecadinho ou pecadão. Não se iluda, a obra do Senhor será realizada quer façamos ou não, porém quando não fizermos o que é de nosso dever, é certo que receberemos o nosso quinhão.

Quem observa o vento, nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará. Ecles. 11:4.

Usamos na maior parte das vezes o subterfúgio da postergação, mas o texto acima deixa claro que não vale a pena postergar, temos que enfrentar, assumir ir em frente. Em outros momentos fazemo-nos de vítimas diante dos olhos dos que nos cercam, esquecendo que os homens ve o que é aparente porem para o Senhor não há limites, veja o que diz Daví:

1 Senhor, tu me sondaste, e me conheces.

2 Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.

3 Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. Sl. 139:1-3.

É tempo de nos dispormos e permitirmos que o Senhor possa nos usar para o reino, para a obra evangelizadora, lembre-se que ele continuamente está procurando pessoas conforme o texto abaixo:

“Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá.“.  Sl. 101:6.

Além do fator fidelidade o mestre conta também que tenhamos disposição, animo e dedicação no servir e obedecer as ordens do Senhor.

Meu caros irmãos, O Senhor conta com você, porém não se iluda, quando pensarmos que somos o centro das atenções, que temos ou somos importantes, isto é o propósito do nosso inimigo, pois Paulo aos Filipenses declarou que:

Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.Filipenses 4:13

Por fim deixo o texto abaixo que nos alerta de que somos apenas e unicamente o local onde Deus deposita seus valores, não temos nada de nós mesmos, mas que tudo seja para a glória de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo

Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. 2Co 4:7

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma. Ecl. 9:10.

Espero que cada um possa ler, entender e colocar em prática o “IDE” do mestre pois a cada dia se faz mais urgente, os sinais estão se cumprindo e a volta do Senhor se torna mais iminente exigindo de nós uma atuação firme, constante e mui abundante.

               

                                                       Pr. Marcos Barbosa

 

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Ministração de Louvor no Culto

MINISTRAÇÃO DE LOUVOR NO CULTO

 

 

 

O valor do culto – I Pd. 2:5; Mt. 4:10

"A adoração é mais importante que a pregação, porque a pregação é para o homem, mas a adoração é para Deus" – Rev. Tommy Tenney

 

O momento do culto é o momento da grande celebração ao Senhor. É quando a congregação se reúne para celebrar o milagre da ressurreição de Jesus, da nova vida em Cristo, da comunhão no Espírito e das conquistas espirituais.

 

LOUVOR CONTEMPORÂNEO E SUA ESTRUTURA

 

Nos cultos contemporâneos, os grupos de louvor tem um papel muito importante. Ele são responsáveis pela direção do louvor congregacional.

Antigamente, este trabalho era do regente que, com suas mãos e voz, direcionava o povo de Deus a cantarem em adoração ao Criador. Hoje, esta função de conduzir o povo na adoração congregacional não usa mais os artifícios eficazes da regência (salvo em alguma igreja que ainda possui um regente para conduzir os hinos tradicionais), mas utiliza-se da bela voz do líder de louvor, bem como sua eloqüência na Palavra de Deus e sua empatia com as pessoas que estão cultuando.

Oriundos das comunidades evangélicas (as pioneiras na utilização de grupos de louvor nos cultos) e, por senso comum, as igrejas cristãs utilizam os seguintes termos para o dia-a-dia da música na igreja:

 

Grupo de Louvor – grupo de jovens que se reúnem para ensaiar e tocar as músicas utilizadas nos cultos cristãos. De estilo mais popular, geralmente os grupos de louvores têm a seguinte formação:

 

Instrumental – Bateria, Contrabaixo, Guitarra, Teclado, Violão e alguns instrumentos de sopro como Saxofone ou Flauta Transversal.

 

Vocal – Em algumas igrejas é também chamado de backs. Formado por vozes femininas e masculinas, geralmente cantam a três vozes: soprano, contralto e tenor. A quantidade dos vocalistas é variada, de acordo com o número de pessoas disponíveis.

 

Ministro de Louvor– Nos Estados Unidos esta pessoa é chamada de Worship Leader, isto é, Líder de Adoração. Nem sempre este ministro é ordenado, como os ministros pastores. No entanto, a palavra ministro é utilizada no sentido de servo de Deus na área do louvor. Ele é responsável em liderar o grupo de louvor no momento da adoração a Deus através da música, na liturgia cristã contemporânea. A escolha das músicas, a seqüência em que elas irão ser executadas e o envolvimento mutuo entre igreja e músicos é de sua total responsabilidade. Portanto, o ministro de louvor, dirigente de louvor ou líder de adoração, têm como função principal conduzir(dirigir) o momentos de cânticos nos cultos, levando as pessoas a expressarem o seu amor, o seu louvor e a sua adoração a Deus através da música. Além conduzir as pessoas, o dirigente de louvor, também é responsável pela condução(direção) dos cantores e instrumentistas dentro da música, definindo quais partes serão repetidas, as introduções, as entradas, os finais, etc. Este trabalho, além de técnico, é também estritamente espiritual, já que ele tem a incumbência de ministrar a Palavra de Deus na vida das pessoas através do louvor e adoração.

 

Ministração de Louvor – A palavra ministrar significa servir. É algo que oferecemos à alguém. Na Língua portuguesa, a palavra "ministério" vem do latim – “ministeriu” -, significando incumbência. No Antigo Testamento, a palavra usada para expressar ministério era sharath (do hebraico), traduzido por litourghein (grego) pela Septuaginta, referindo-se ao serviço dos levitas. Já no novo testamento, a palavra é diakonia (grego). Todas estas palavras se reportam ao servir. A nossa ministração, ou seja, o nosso serviço através da música cristã pode ser dirigida à Deus ou ao próximo. O ministro de música Giovani Bianchini, assim definiu:

A ministração dirigida à Deus– Essa ministração é direcionada exclusivamente a Deus. Seu sentido deve ser sempre na vertical (para cima). A ministração dirigida à Deus têm como alvo principal proporcionar alegria ao coração do Senhor. Ela consiste basicamente em expressar o nosso amor a Deus, reconhecer a nossa dependência dEle, reassumir o compromisso de obedecer a Sua palavra, apresentar o nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor, e sobre tudo, oferecer-lhe aquilo que somente Ele é digno de receber: Glória, honra, louvor e adoração. O único tipo de ministração que agrada a Deus é a aquela que oferecida com sinceridade de coração. Porém esta ministração só será aceita se for oferecida por intermédio de Jesus Cristo (João 14:6; Hebreus 13:15).

 

A ministração dirigida ao Próximo – Essa ministração é direcionada exclusivamente para o próximo. Seu sentido deve ser sempre na horizontal (para os lados). A ministração dirigida ao próximo têm como alvo principal confortar, encorajar, edificar e provocar transformação na vida das pessoas. Ela consiste basicamente em ir de encontro as necessidades do próximo, em levá-los a se reconciliar com Senhor, em trazer-lhes esperança de uma nova vida em Cristo, em ensiná-los a viver com Deus, em exortá-los a ter um relacionamento mais profundo e íntimo com o Senhor, em mostrar-lhes que a nossa meta é ter um caráter moldado à semelhança de Cristo, e entre outros, produzir mudança de estilo de vida.

 

 

PREPARAÇÃO DOS MINISTROS – II Tm. 2:15

 

* No aspecto espiritual é necessário:

– oração e leitura bíblica diariamente;

– jejum periódico;

– oração e compartilhamento entre o grupo.

 

* No aspecto musical é preciso:

– realizar ensaios para que haja entrosamento (iniciar com um texto bíblico e oração);

– lista definida de cânticos; quando forem novos, providenciar cifras;

– manter a ordem no ensaio evitando distrações, brincadeiras e conversas paralelas que são verdadeiros "ladrões de unção";

– é necessário total concentração durante o ensaio; estar atento às orientações, arranjos, rítmica, métricas, etc;

– o tempo do ensaio deve ser também um tempo de ministração.

– Repertório – Sl. 96:1 – elaborar um repertório adequado ao tipo de reunião, ex: reunião de jovens, evangelismo, ceia, etc; o repertório de um culto dominical é diferente de um lançamento de um cd, por exemplo;

– elaborar um repertório adequado ao tempo de duração do louvor (conferir com o pastor); – –

– dependendo do tempo dado à ministração dos cânticos não será necessário uma lista extensa de músicas. Estar sensível e atento a isso, e como no tópico anterior, diferenciar o tipo de programação; no caso de culto, é importante que o tema dos cânticos seja um só;

Seqüência ideal:

– cânticos de celebração e de guerra,

– seguidos de cânticos de adoração.

 

Isso pode mudar segundo a orientação do Espírito Santo, mas é necessário ter uma ordem na seqüência dos cânticos;

 

 

O DIRIGENTE – II Cr. 29:27-30

 

O rei Ezequias estava a frente representando a liderança principal. Os líderes devem ir a frente e ensinar os seus músicos a profetizar!

O dirigente tem uma função importante no processo de culto coletivo. É responsável em conduzir a congregação na adoração ao Senhor. Para isso precisa estar consciente da sua missão e devidamente preparado.

Vejamos alguns princípios que facilitarão sua tarefa:

 

* dependência do Espírito – antes de tudo, buscar essa dependência geral, total e irrestrita, entendendo que o culto é do Espírito Santo e Ele sabe o que é melhor para cada pessoa na congregação, e dá ao dirigente as diretrizes da reunião – Rm. 8:26-27.

 

* abertura do culto – o dirigente deve procurar tratar o povo com amabilidade, encorajando-o com uma promessa da Palavra, tomar cuidado com a maneira de falar, não ser grosseiro, indelicado, etc. Esse primeiro contato é a chave para o desenvolvimento de uma ministração abençoada e abençoadora.

 

* devemos evitar

– "pregações" durante o louvor, interromper a ministração para "ler a Bíblia",

 deixar o povo em pé por muito tempo,

– vestimenta inadequada, tipo roupa justa, transparente, cores chamativas,

decotes exagerados, etc

Lembre-se que o louvor não é para o homem, mas para Deus! As pessoas devem olhar para Ele!

 

* sensibilidade

– estar atento à maneira como o louvor está transcorrendo e explorar um determinado cântico quando perceber que está fluindo profeticamente.

– Evitar deixar "brancos" entre um cântico e outro; para isso é indispensável desenvolver um bom entrosamento com os músicos, combinar sinais, etc.

 

 

 

* expressão

– está também ligada à inspiração que nasce do nosso tempo diário com o Senhor. A pessoa inspirada tem expressão! A principal fonte de inspiração é a Palavra de Deus. Quanto mais Palavra eu tiver mais inspirado serei. Ao meditar naquilo que canto, o resultado será uma expressão real de vida, que contagiará toda a congregação.

 

MÚSICOS – Sl. 33:3

 

* expressão – vale para os músicos os mesmos princípios aplicáveis ao dirigente na questão da expressão. Os músicos também têm um papel fundamental no louvor, principalmente o de profetizar com seus instrumentos – II Rs. 3:15. Precisam se exercitar nisto em casa, nos ensaios, nos cultos, dando total importância a esse desafio, aprofundando-o cada vez mais – I Cr. 25:1.

 

* disciplina – é fruto de maturidade musical. O músico maduro tem conhecimento de suas responsabilidades e procura cumpri-las à risca. Por exemplo: chega nos horários marcados, tem cuidado com os equipamentos da igreja, nos ensaios obedece os arranjos apresentados, controla o volume do seu instrumento, nos ensaios e antes de começar o culto, não "desperdiça" unção tocando "outras músicas" (Altar no A.T. era usado para sacrifício. "Palco" é diferente de "altar"), quando o arranjo pede um solo, toca somente o necessário sem se exceder, procura estar em sintonia com tudo o que acontece durante o louvor, ou seja, não é um "alienígena" em cima do púlpito (o não se exceder também se aplica ao grupo vocal).

 

* inspiração – a exemplo do dirigente, o músico sempre deve estar inspirado – I Sm. 18:10. O músico inspirado está sempre pronto à participar inclusive com cânticos espirituais (vale para o backing vocal também).

Observando esses princípios básicos estaremos cooperando com o propósito do Pai e seremos grandemente abençoados

 

10 Atitudes num ministro de louvor que incomodam o pastor

  1. Não começar na hora;
  2. Não terminar no tempo previsto;
  3. Falar muito, antes, durante e depois do culto;
  4. Cantar hinos que não são apropriados para a adoração;
  5. Vestir-se inadequadamente;
  6. Ir muito além das pessoas e perder-se no seu próprio mundo;
  7. Abuso verbal com relação à congregação quando a resposta não é desejada;
  8. Cantar numa tonalidade muito alta, ou muito baixa, para a congregação;
  9. Insistir em cantar os mesmos hinos ou cânticos, semana após semana;
  10. Ter agenda própria.

 

10 Atitudes que incomodam um ministro de louvor no que diz respeito ao seu pastor

  1. Falta de apoio da parte do púlpito;
  2. Cortar o período de louvor, em virtude de limitações de horário;
  3. Um pastor (e esposa) que não participam do louvor;
  4. Ouvir sobre todos os problemas, sem qualquer apreciação pelas boas coisas;
  5. Ser solicitado a executar um número de improviso;
  6. Quando a esposa do pastor (ou os filhos) deseja liderar o departamento;
  7. Não enviar o líder de louvor a seminários e conferências que seriam de grande ajuda à igreja;
  8. Não alocar orçamento suficiente para a compra de um bom equipamento musical;
  9. Pastores que não gastam um tempo de qualidade com seus líderes para orar e aconselhá-los, especialmente em tempos difíceis;
  10. Pastores que não confiam na capacidade de seus líderes de louvor para formar uma equipe de qualidade.

Pensando nas idéias de Ron Kenoly, acrescentamos o que deve ser o ideal nas igrejas:

Quando pastores e ministros de louvor trabalham juntos

  1. Os cultos são preparados com ordem e dedicação – culto racional – (Rm 12:1);
  2. Haverá sintonia entre o sermão e os hinos/cânticos;
  3. Não haverá problema de heresias nas letras do cânticos;
  4. A cada culto, o membro terá a oportunidade de aprender uma coisa nova da parte de Deus, pois os cultos serão mais temáticos, mais coerentes;
  5. A igreja estará bem discipulada, no que diz respeito ao louvor, à adoração e ao culto;
  6. A hinologia ou o repertório congregacional será naturalmente ampliado, devido aos novos propósitos de cada culto;
  7. Um grupo de louvor (ou coral, quarteto, conjuntos, etc.) bem pastoreado é sadio. Portanto, é curado da soberba, da falta de união e de pecados ocultos pessoais;
  8. Um pastor que tenha bom senso nunca empregará música como entretenimento, mas como comunicação, como pregação, como ensino;
  9. Um ministro de louvor de bom senso sempre terá esta compreensão de seu trabalho: não estará colocando pedaços espirituais numa parte chamada

"ordem do culto", mas estará compondo um todo que prega, por mensagens, orações, cânticos, hinos e até prelúdios e pós-lúdios. Estes podem criar um clima propício para oração e reflexão;

  1.  Haverá maior qualidade de culto.

 

Assim sendo, quando o ministro de louvor trabalha em parceria com a liderança da igreja, seu trabalho será mais eficiente, para a glória de Deus.

 

BIBLIOGRAFIA

Kenoly, Ron (1999). Exaltemos ao Senhor – Bom Pastor

Martins, Vilma. Apostila Adorando em Verdade. Demap, 2001.

http://www.adventistadapromessa.com.br/demap/MusitecOnLine/tabid/234/agentType/View/PropertyID/176/Default.aspx

 

http://www.levandoapalavra.com/Adoracao/ministracaodelouvor.htm

 

Pastor Adhemar de Campos – http://www.adhemardecampos.com.br

 

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PARTE 3 – REFORMA, PENTECOSTALISMO E SEUS PERSONAGENS

As 95 Teses de Martinho Lutero

(Versão bilíngüe, com texto original em latim)

 Com um desejo ardente de trazer a verdade à luz, as seguintes teses serão defendidas em Wittenberg sob a presidência do Rev. Frei Martinho Lutero, Mestre de Artes, Mestre de Sagrada Teologia e Professor oficial da mesma. Ele, portanto, pede que todos os que não puderem estar presentes e disputar com ele verbalmente, façam-no por escrito.

Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Amém.

1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.

2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).

3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.

4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.

5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.

6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.

7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.

8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.

9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.

10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.

11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.

12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.

13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.

14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.

15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.

16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.

17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.

18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.

19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.

20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.

21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.

22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.

23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.

24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.

25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.

26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.

27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].

28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa[1], pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.

29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?

30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.

31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.

32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.

33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.

34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.

35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.

36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.

37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.

38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina[2].

39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.[3]

40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.[4]

41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.[5]

42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.

43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.[6]

44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.

45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.

46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.

47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.

48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.

49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.

50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.

52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.

53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.

54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.

55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.

56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.

57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.

58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.

59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.

60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.

61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.[7]

62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.

64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.

65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.

66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.

67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.

68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.

70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.

71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.

73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,

74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.

75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.

76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.

77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.

78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios XII.

79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo.

80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.

81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.

82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?

83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?

84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?

85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?

86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?

87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?

88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?

89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?

90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.

91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.

92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo "Paz, paz!" sem que haja paz!

93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz![8]

94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno.

95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.

[1517 A.D.]

 

Amore et studio elucidande veritatis hec subscripta disputabuntur Wittenberge, Presidente R. P. Martino Lutther, Artium et S. Theologie Magistro eiusdemque ibidem lectore Ordinario. Quare petit, ut qui non possunt verbis presentes nobiscum disceptare agant id literis absentes.

In nomine domini nostri Hiesu Christi.

Amen.

  

1. Dominus et magister noster Iesus Christus dicendo ‘Penitentiam agite &c.’ omnem vitam fidelium penitentiam esse voluit.

2. Quod verbum de penitentia sacramentali (id est confessionis et satisfactionis, que sacerdotum ministerio celebratur) non potest intelligi.

3. Non tamen solam intendit interiorem, immo interior nulla est, nisi foris operetur varias carnis mortificationes.

4. Manet itaque pena, donec manet odium sui (id est penitentia vera intus), scilicet usque ad introitum regni celorum.

 5. Papa non vult nec potest ullas penas remittere preter eas, quas arbitrio vel suo vel canonum imposuit.

6. Papa non potest remittere ullam culpam nisi declarando, et approbando remissam a deo Aut certe remittendo casus reservatos sibi, quibus contemptis culpa prorsus remaneret.

7. Nulli prorus remittit deus culpam, quin simul eum subiiciat humiliatum in omnibus sacerdoti suo vicario.

8. Canones penitentiales solum viventibus sunt impositi nihilque morituris secundum eosdem debet imponi.

9. Inde bene nobis facit spiritussanctus in papa excipiendo in suis decretis semper articulum mortis et necessitatis.

10. Indocte et male faciunt sacerdotes ii, qui morituris penitentias canonicas in purgatorium reservant.

11. Zizania illa de mutanda pena Canonica in penam purgatorii videntur certe dormientibus episcopis seminata.

12. Olim pene canonice non post, sed ante absolutionem imponebantur tanquam tentamenta vere contritionis.

13. Morituri per mortem omnia solvunt et legibus canonum mortui iam sunt, habentes iure earum relaxationem.

14. Imperfecta sanitas seu charitas morituri necessario secum fert magnum timorem, tantoque maiorem, quanto minor fuerit ipsa.

15. Hic timor et horror satis est se solo (ut alia taceam) facere penam purgatorii, cum sit proximus desperationis horrori.

16. Videntur infernus, purgaturium, celum differre, sicut desperatio, prope desperatio, securitas differunt.

17. Necessarium videtur animabus in purgatorio sicut minni horrorem ita augeri charitatem.

18. Nec probatum videtur ullis aut rationibus aut scripturis, quod sint extra statum meriti seu augende charitatis.

19. Nec hoc probatum esse videtur, quod sint de sua beatitudine certe et secure, saltem omnes, licet nos certissimi simus.

 20. Igitur papa per remissionem plenariam omnium penarum non simpliciter omnium intelligit, sed a seipso tantummodo impositarum.

21. Errant itaque indulgentiarum predicatores ii, qui dicunt per pape indulgentias hominem ab omni pena solvi et salvari.

22. Quin nullam remittit animabus in purgatorio, quam in hac vita  debuissent secundum Canones solvere.

23. Si remissio ulla omnium omnino penarum potest alicui dari, certum est eam non nisi perfectissimis, i.e. paucissimis, dari.

24. Falli ob id necesse est maiorem partem populi per indifferentem illam et magnificam pene solute promissionem.

25.Qualem potestatem habet papa in purgatorium generaliter, talem habet quilibet Episcopus et Curatus in sua diocesi et parochia specialiter.

[26] Optime facit papa, quod non potestate clavis (quam nullam habet) sed per modum suffragii dat animabus remissionem.

[27] Hominem predicant, qui statim ut iactus nummus in cistam tinnierit evolare dicunt animam.

[28] Certum est, nummo in cistam tinniente augeri questum et avariciam posse: suffragium autem ecclesie est in arbitrio dei solius.

[29] Quis scit, si omnes anime in purgatorio velint redimi, sicut de s. Severino et Paschali factum narratur.

[30] Nullus securus est de veritate sue contritionis, multominus de consecutione plenarie remissionis.

[31] Quam rarus est vere penitens, tam rarus est vere indulgentias redimens, i. e. rarissimus.

[32] Damnabuntur ineternum cum suis magistris, qui per literas veniarum securos sese credunt de sua salute.

[33] Cavendi sunt nimis, qui dicunt venias illas Pape donum esse illud dei inestimabile, quo reconciliatur homo deo.

[34] Gratie enim ille veniales tantum respiciunt penas satisfactionis sacramentalis ab homine constitutas.

[35] Non christiana predicant, qui docent, quod redempturis animas vel confessionalia non sit necessaria contritio.

[36] Quilibet christianus vere compunctus habet remissionem plenariam a pena et culpa etiam sine literis veniarum sibi debitam.

[37] Quilibet versus christianus, sive vivus sive mortuus, habet participationem omnium bonorum Christi et Ecclesie etiam sine literis veniarum a deo sibi datam.

[38] Remissio tamen et participatio Pape nullo modo est contemnenda, quia (ut dixi) est declaratio remissionis divine.

[39] Difficillimum est etiam doctissimis Theologis simul extollere veniarum largitatem et contritionis veritatem coram populo.

[40] Contritionis veritas penas querit et amat, Veniarum autem largitas relaxat et odisse facit, saltem occasione.

[41] Caute sunt venie apostolice predicande, ne populus false intelligat eas preferri ceteris bonis operibus charitatis.

[42] Docendi sunt christiani, quod Pape mens non est, redemptionem veniarum ulla ex parte comparandam esse operibus misericordie.

[43] Docendi sunt christiani, quod dans pauperi aut mutuans egenti melius facit quam si venias redimereet.

[44] Quia per opus charitatis crescit charitas et fit homo melior, sed per venias non fit melior sed tantummodo a pena liberior.

 [45] Docendi sunt christiani, quod, qui videt egenum et neglecto eo dat pro veniis, non idulgentias Pape sed indignationem dei sibi vendicat.

[46] Docendi sunt christiani, quod nisi superfluis abundent necessaria tenentur domui sue retinere et nequaquam propter venias effundere.

 [47] Docendi sunt christiani, quod redemptio veniarum est libera, non precepta.

[48] Docendi sunt christiani, quod Papa sicut magis eget ita  magis optat in veniis dandis pro se devotam orationem quam promptam pecuniam.

[49] Docendi sunt christiani, quod venie Pape sunt utiles, si  non in cas confidant, Sed nocentissime, si timorem dei per eas amittant.

[50] Docendi sunt christiani, quod si Papa nosset exactiones venialium predicatorum, mallet Basilicam s. Petri in cineres ire quam edificari cute, carne et ossibus ovium suarum.

[51] Docendi sunt christiani, quod Papa sicut debet ita vellet, etiam vendita (si opus sit) Basilicam s. Petri, de suis pecuniis dare illis, a quorum plurimis quidam concionatores veniarum pecuniam eliciunt.

 [52] Vana est fiducia salutis per literas veniarum, etiam si Commissarius, immo Papa ipse suam animam pro illis impigneraret.

[53] Hostes Christi et Pape sunt ii, qui propter venias predicandas verbum dei in aliis ecclesiis penitus silere iubent.

[54] Iniuria fit verbo dei, dum in eodem sermone equale vel longius tempus impenditur veniis quam illi.

[55] Mens Pape necessario est, quod, si venie (quod minimum est) una campana, unis pompis et ceremoniis celebrantur, Euangelium (quod maximum est) centum campanis, centum pompis, centum ceremoniis predicetur.

 [56] Thesauri ecclesie, unde Pape dat indulgentias, neque satis nominati sunt neque cogniti apud populum Christi.

[57] Temporales certe non esse patet, quod non tam facile eos profundunt, sed tantummodo colligunt multi  concionatorum.

 [58] Nec sunt merita Christi et sanctorum, quia hec semper sine Papa operantur gratiam hominis interioris et crucem, mortem infernumque exterioris.

[59] Thesauros ecclesie s. Laurentius dixit esse pauperes ecclesie, sed locutus est usu vocabuli suo tempore.

[60] Sine temeritate dicimus claves ecclesie (merito Christi donatas) esse thesaurum istum.

 [61] Clarum est enim, quod ad remissionem penarum et casuum sola sufficit potestas Pape.

[62] Verus thesaurus ecclesie est sacrosanctum euangelium glorie et gratie dei.

[63] Hic autem est merito odiosissimus, quia ex primis facit novissimos.

[64] Thesaurus autem indulgentiarum merito est gratissimus,  quia ex novissimis facit primos.

 [65] Igitur thesauri Euangelici rhetia sunt, quibus olim piscabantur viros divitiarum.

 [66] Thesauri indulgentiarum rhetia sunt, quibus nunc piscantur divitias virorum.

[67] Indulgentie, quas concionatores vociferantur maximas  gratias, intelliguntur vere tales quoad questum promovendum.

[68] Sunt tamen re vera minime ad gratiam dei et crucis pietatem comparate.

 [69] Tenentur Episcopi et Curati veniarum apostolicarum Commissarios cum omni reverentia admittere.

[70] Sed magis tenentur omnibus oculis intendere, omnibus auribus advertere, ne pro commissione Pape sua illi somnia predicent.

[71] Contra veniarum apostolicarum veritatem qui loquitur, sit ille anathema et maledictus.

[72] Qui vero, contra libidinem ac licentiam verborum Concionatoris veniarum curam agit, sit ille benedictus.

[73] Sicut Papa iuste fulminat eos, qui in fraudem negocii veniarum quacunque arte machinantur.

[74] Multomagnis fulminare intendit eos, qui per veniarum pretextum in fraudem sancte charitatis et veritatis machinantur.

[75] Opinari venias papales tantas esse, ut solvere possint hominem, etiam si quis per impossibile dei genitricem violasset, Est insanire.

 [76] Dicimus contra, quod venie papales nec minimum venialium peccatorum tollere possint quo ad culpam.

[77] Quod dicitur, nec si s. Petrus modo Papa esset maiores gratias donare posset, est blasphemia in sanctum Petrum et Papam.

 [78] Dicimus contra, quod etiam iste et quilibet papa maiores habet, scilicet Euangelium, virtutes, gratias, curationum &c. ut 1.Co.XII.

 [79] Dicere, Crucem armis papalibus insigniter erectam cruci Christi equivalere, blasphemia est.

[80] Rationem reddent Episcopi, Curati et Theologi, Qui tales sermones in populum licere sinunt.

[81] Facit hec licentiosa veniarum predicatio, ut nec reverentiam Pape facile sit etiam doctis viris redimere a calumniis aut certe argutis questionibus laicorm.

[82] Scilicet. Cur Papa non evacuat purgatorium propter sanctissimam charitatem et summam animarum necessitatem ut causam omnium iustissimam, Si infinitas animas redimit propter pecuniam funestissimam ad structuram Basilice ut causam levissimam?

 [83] Item. Cur permanent exequie et anniversaria defunctorum et non reddit aut recipi permittit beneficia pro illis instituta, cum iam sit iniuria pro redemptis orare?

 [84] Item. Que illa nova pietas Dei et Pape, quod impio et inimico propter pecuniam concedunt animam piam et amicam dei redimere, Et tamen propter necessitatem ipsius met pie et dilecte anime non redimunt eam gratuita charitate?

 [85] Item. Cur Canones penitentiales re ipsa et non usu iam diu in semet abrogati et mortui adhuc tamen pecuniis redimuntur per concessionem indulgentiarum tanquam vivacissimi?

[86] Item. Cur Papa, cuius opes hodie sunt opulentissimis Crassis crassiores, non de suis pecuniis magis quam pauperum fidelium struit unam tantummodo Basilicam sancti Petri?

[87] Item. Quid remittit aut participat Papa iis, qui per contritionem perfectam ius habent plenarie remissionis et participationis?

[88] Item. Quid adderetur ecclesie boni maioris, Si Papa, sicut semel facit, ita centies in die cuilibet fidelium has remissiones et participationes tribueret?

[89] Ex quo Papa salutem querit animarum per venias magis quam pecunias, Cur suspendit literas et venias iam olim concessas, cum sint eque efficaces?

[90] Hec scrupulosissima laicorum argumenta sola potestate compescere nec reddita ratione diluere, Est ecclesiam et Papam hostibus ridendos exponere et infelices christianos facere.

 [91] Si ergo venie secundum spiritum et mentem Pape predicarentur, facile illa omnia solverentur, immo non essent.

 [92] Valeant itaque omnes illi prophete, qui dicunt populo Christi “Pax pax”, et non est pax.

[93] Bene agant omnes illi prophete, qui dicunt populo Christi “Crux crux”, et non est crux.

[94] Exhortandi sunt Christiani, ut caput suum Christum per penas, mortes infernosque sequi studeant,

[95] Ac sic magis per multas tribulationes intrare celum quam per securitatem pacis confidant.

 

 

 

 

 

 

 

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PARTE 2 – REFORMA, PENTECOSTALISMO E SEUS PERSONAGENS

Girolamo Savonarola

 

 

 

Girolamo Savonarola (Ferrara, 21 de setembro de 1452 – 23 de maio de 1498), cujo nome é por vezes traduzido como Jerônimo Savonarola ou Hieronymous Savonarola, foi um padre dominicano e, por curto período, governou Florença.

Nascido em Ferrara, no dia 21 setembro de 1452, Savonarola morreu em Florença, a 23 maio de 1498. Este reformador dominicano veio de uma antiga e tradicional família de Ferrara. Intelectual muito talentoso devotou-se a seus estudos, em especial à filosofia e à medicina. Em 1474, quando em uma viagem a Faenza, ouviu um forte sermão, proferido por um padre agostiniano, e resolveu renunciar ao mundo, incorporando-se à ordem dominicana na

Sentindo profundamente a perda de valores trazida pelo ideário do Renascimento, como é evidente do poema No declínio da igreja, que escreveu no primeiro ano de sua vida monástica.

Em agosto de 1490, Savonarola começou seus sermões no púlpito da igreja de São Marcos, com a interpretação do Apocalipse. Seu sucesso foi completo: toda a cidade de Florença ia ouvi-lo, de modo que seus sermões na catedral foram exercendo uma influência constantemente crescente sobre o povo.

Em seus novos sermões atacou violentamente os crimes de Roma, que aumentaram desse modo as paixões em Florença. Um cisma começou a se prefigurar e o Papa foi forçado outra vez a agir. Mesmo assim, Savonarola prosseguiu com suas pregações cada vez mais violentas contra a igreja de Roma, recusando-se a obedecer às ordens recebidas. Em 12 de maio de 1497, foi excomungado.

Savonarola terminou preso por ordem papal e condenado à morte. Foi enforcado no dia 25 de maio e seu corpo queimado.

Entre os seus escritos, estão: Triumphus Crucis de fidei veritate (Florença, 1497), seu principal trabalho na apologia ao cristianismo; Compendium revelationum (Florença, 1495); Scelta di prediche e scritti, (Florença, 1898); Trattato circa il Reggimento di Firenze, (Florença, 1848); suas cartas, Archivio storico italiano (1850); poemas (Florença, 1847) e Dialogo della verita (1497).

 

 

 

 

 

 

 

John Wycliffe

 

 

 

 

 

 

John Wycliffe (ou Wyclif) (1320 — 31 de dezembro 1384) foi professor da Universidade de Oxford, teólogo e reformador religioso inglês, considerado precursor das reformas religiosas que sacudiram a Europa nos séculos XV e XVI (ver: Reforma Protestante). Trabalhou na primeira tradução da Bíblia para o idioma inglês, que ficou conhecida como a Bíblia de Wycliffe.

Na Universidade, aplicou-se nos estudos de teologia, filosofia e legislação canônica. Tornou-se sacerdote e depois serviu como professor no Balliol College, ainda em Oxford. Por volta de 1365 tornou-se bacharel em teologia e, em 1372, doutor em teologia.

Apesar de sua crescente popularidade, a Igreja apressou-se em censurar Wycliffe. Em 19 de fevereiro de 1377, Wyclif é intimado a apresentar-se diante do Bispo de Londres para explanar-lhe seus ensinamentos. Compareceu acompanhado de vários amigos influentes e quatro monges foram seus advogados. Uma multidão aglomerou-se na igreja para apoiar Wycliffe e houve animosidades com o bispo. Isto irritou ainda mais o clero e os ataques contra Wycliffe se intensificaram, acusando-o de blasfêmia, orgulho e heresia. Enquanto isso, os partidos no Parlamento inglês pareciam convictos de que os monges poderiam ser melhor controlados se fossem aliviados de suas obrigações seculares.

Wycliffe então se retirou para sua casa em Lutterworth, onde reuniu sábios que o auxiliaram na tarefa de traduzir a Bíblia do latim para o inglês. Enquanto assistia à missa em Lutterworth, no dia 28 de dezembro de 1384, foi acometido por um ataque de apoplexia, falecendo 3 dias depois, no último dia do ano.

 

 

 

  

John Huss

 

 

 

 

 

 

 Jan Hus (Husinec, Boémia do Sul, 1369 – Constança, 6 de Julho de 1415) foi um pensador e reformador religioso. Ele iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe. Os seu seguidores ficaram conhecidos como os Hussitas. A igreja católica não perdoou tais rebeliões e ele foi excomungado em 1410. Condenado pelo Concílio de Constança, foi queimado vivo.

 

Um precursor do movimento protestante (ver: Reforma Protestante), a sua extensa obra escrita concedeu-lhe um importante papel na história literária checa. Também é responsável pela introdução do uso de acentos na língua checa por modo a fazer corresponder cada som a um símbolo único. Hoje em dia a sua estátua pode ser encontrada na praça central de Praga, a Staroměstské náměstí (Praça da Cidade Velha)

 

 

 

 

 

 

 

Melanchton

 

 

 

 

 

 

Teólogo e educador alemão nascido em Bretten, (1497 – 1560) principal colaborador de Martinho Lutero e herdeiro deste na liderança do luteranismo (1546) após a morte do reformista alemão. Estudou em Heidelberg, Tübingen e Wittenberg e, influenciado pelas obras do filósofo inglês Guilherme de Occam, passou a questionar a teologia escolástica. Publicou traduções de textos gregos (1518) e no mesmo ano foi convidado para lecionar essa língua em Wittenberg, onde propôs uma reforma no programa de educação. Após conhecer Martinho Lutero, com quem colaborou na tradução da Bíblia, e aderiu à Reforma. Publicou ainda Loci communes rerum theologicarum (1521). Esforçou-se para alcançar a concórdia e a pacificação durante a disputa entre Lutero e Zwingli sobre a eucaristia e, com isso, abriu caminho para uma aproximação com os católicos romanos. Essas distinções não chegaram a afastá-lo de Lutero, sobretudo por seu temperamento pacato. Morreu em Wittenberg, sendo que seu cognome Melanchton veio em função de seu gosto pelos estudos dos clássicos gregos, uma versão grega do sobrenome Schwarzerd que significa terra negra.

 

 

 

  

Cronologia:

1483, 10 de novembro: Nasce Lutero.

1509: Henrique VIII(1491-1547) torna-se rei da Inglaterra. Nasce João Calvino em 10 de julho.

1517, 31 de outubro: Lutero fixa as suas “95 Teses” na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg.

1518: Lutero recusa-se a retratar-se perante o papa Leão X(1475-1521; pontificado: 1513-1521).

1520, junho: Leão X condena 41 proposições de Lutero.

1521, 21 de janeiro: Leão X excomunga Lutero, mas levam vários meses até a ordem de excomunhão chegar à Alemanha.

1522: Lutero publica a sua advertência contra os distúrbios e publica a tradução do grego para o alemão do Novo Testamento, com gravuras de Lucas Cranach (1472-1553).

1523: Lutero publica texto que fala do direito de a comunidade de fiéis julgar toda a doutrina e nomear e demitir clérigos.

1524-1525: Revolta camponesa liderada por Thomas Müntzer (1490-1525).

1525: Lutero publica texto contra os “profetas sagrados” e contra as “revoltas camponesas”.

1528: Mandato imperial ameaça de morte os anabatistas.

1530: Carlos V (1500-1558) – rei de Espanha desde 1516 e eleito imperador Habsburgo desde 1519 – fracassa em impor uma ortodoxia religiosa ao império.

1534: Ruptura de Henrique VIII da Inglaterra com Roma, supressão dos monastérios e concessão de permissão para os padres se casarem. Na Alemanha, Lutero publica a tradução do hebreu para o alemão do Velho Testamento.

1534-1535: Anabatistas tomam o poder em Münster, mas seu “reino” é derrubado pela coligação de forças católicas e protestantes.

1536: Surge a primeira edição de “Instituições da Religião Cristã”, de João Calvino. Ocorre também a introdução da bíblia vernacular na Inglaterra.

1542: Calvino organiza o seu catecismo em Genebra.

1544: Calvino admoesta os anabatistas.

1545, 13 de dezembro: Começa o Concílio de Trento.

1546, 18 de fevereiro: Morre Lutero.

1547: Eduardo VI(1537-1553) assume o trono na Inglaterra e demonstra forte tendência calvinista.

1549: Eduardo VI lança o livro de pregações e pretende forçar a uniformidade religiosa em torno da fé reformada na Inglaterra.

1553: Morre Eduardo VI e sua irmã mais velha, Maria I(1516-1558), pretende o retorno da Inglaterra ao Catolicismo.

1558: Morre Carlos V da Espanha e Maria I da Inglaterra. Elizabeth (1533-1603) assume o trono da Inglaterra e tenta restaurar o anglicanismo de seu pai, Henrique VIII, o que significava evitar os extremos puritano(Eduardo VI) e católico(Maria I).

1560, Março: Fracasso de uma conspiração de jovens aristocratas huguenotes contra a Casa Católica do Duque de Guise na França. Primeiro édito de tolerância é editado.

1561, Setembro-Novembro: Colóquio de Poissy, mas fracassa a tentativa de restaurar a unidade entre huguenotes e católicos na França.

1562, março: Massacre dos huguenotes em Vassy comandada pela Casa Católica de Guise. Primeira Guerra Civil Religiosa na França.

1563: Em março, Catarina de Médicis(1519-1589; regente: 1560-1574) tenta por fim à guerra civil francesa com a assinatura da Paz de Amboise, que concede certo grau de tolerância para os huguenotes. Neste mesmo ano, encerra-se o Concílio de Trento.

1564, 27 de maio: Morre João Calvino. Théodore de Béze(1519-1605) sucede Calvino como líder da reforma protestante centrada em Genebra.

1572, 23-24 de agosto: Noite do Massacre de São Bartolomeu em Paris.

1598: Publicação do Édito de Nantes.

1685: Revogação do Édito de Nantes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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